Canil  paraíso  dos  yorkshire  

 

 

 
Erliquiose, doença endêmica e de grande risco aos cães

 
Doença infecciosa grave, a erliquiose canina é considerada endêmica no Brasil em decorrência da extensa proliferação de seus vetores e pela grande capacidade de transmissão, antes mesmo do diagnóstico ou indicação de tratamento. A erliquiose é causada por bactérias do gênero Ehrilichia e tem como vetor um carrapato comum do cão, pertencente à família Ixodidae (Riphicephalus sanguineus). Dentre as diferentes espécies que infectam os cães, E. canis possui o quadro clínico mais grave, destacando-se a diminuição generalizada dos elementos celulares e figurados do sangue do animal, o que pode levar a anemia grave e fatal. Na fase aguda da erliquiose, os sintomas mais freqüentes são hemorragia nasal, febre, prostração e surgimento de pequenas manchas avermelhadas na pele. Já a fase assintomática é caracterizada pela ausência de sintomas e pode durar de meses a anos. A perda da competência imunológica do cão tornam mais intensos os sintomas, o que pode culminar no desenvolvimento da fase crônica da enfermidade. Nessa fase, o animal pode desenvolver alterações clínicas idênticas às da fase aguda. No entanto, de forma ainda mais grave. Entre as alterações laboratoriais mais relevantes está a anemia grave em decorrência da hipofuncionabilidade da medula óssea (hipoplasia medular). Diante desse quadro, sem vacinas disponíveis para prevenção da erliquiose, é recomendável controlar a infestação por carrapatos, minimizando assim a transmissão da doença e a infecção do cão. Para tanto, a solução está na utilização de ectoparasiticidas de uso direto no animal combinado com o uso de produto ambiental (tratamento integrado), aumentando assim as chances de sucesso na prevenção da doença. O sucesso no tratamento da doença varia de acordo com inúmeros fatores, que vão desde a precocidade do diagnóstico, a gravidade da doença já instalada e até a capacidade de resposta do próprio animal. Em geral, o tratamento é baseado em antibióticos durante longos períodos, associados ou não a medicamentos que estimulam a regeneração sangüínea (hematopoiese). Além disso, é de fundamental importância visitas ao médico veterinário, pois ele é o profissional adequado para diagnosticar e tratar o seu animal.

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